segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Quando escrevo, entro no hiato da existência. Estou superiormente vivo, estou em outra dimensão. Se escrevo, me enxergo. Minha vida é mosaico truncado, porém cheio de interconexões. Vida e morte trocam suas definições, uma pode ser o caminho para outra. Quando vou além, quando uso meu potencial, me sinto realmente vivo. Viver ao máximo vai ao fundo dos pulmões. Do contrário, vegeto. Ir contra si mesmo é a autodestruição. A morte é negar-se a vida. Viver é a entrega ao máximo. Preciso ir ao extremo para entender de mim, porém viver vai além das sensações eufóricas. A realidade é mais do que viver a vida do comercial de margarina.
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