
Ergua sua coluna, estique suas perna, abra os braços, respire fundo, feche os olhos. Sinta o ar entrar em seus pulmões. Respire o ar frio e úmido da noite, respire a atmosfera de boemia e mistério. Boemise também sempre que possível. Aliás, em qualquer oportunidade. Fique à toa, ria, mas ria muito. Não precisa rir alto, não precisa ostentar nem parecer. Também, quando o seu ego estiver muito elevado, lembre-se de expor-se ao ridículo de vez em quando. Isso te levará a pensamentos que você nunca cogitaria em sã consciência. Descubra até onde os seus braços, pernas e articulações vão. Contraia cada parte do corpo como se fosse culpado com alguma coisa e depois relaxe e estique-se como o gato que acorda, irá sentir-se a pessoa mais livre do mundo. Movimente os dedos e sinta cada articulação, faça isso rápido depois devagar e mexa os braços em várias direções até que sinta suas artérias trabalhando. Faça uma ponte, plante uma bananeira, imite um pelicano uma aranha, pombo ou macaco.
Saiba quais são suas partes sensíveis, os seus pontos fortes e depois tire proveito disso. Compartilhe estas experiências com alguém que você goste e confie. De várias maneiras; várias vezes. Use as roupas que te façam sentir à vontade, que mostrem quem realmente você é e depois tire-as todas; conheça cada ângulo seu, identifique quais são as suas cores. Corte o seu próprio cabelo, crie o seu próprio padrão. Esta é a sua casa mais pessoal. Este é o seu corpo. Considere os alargadores, tintas, brincos, piercings e tatuagens; ou nenhum deles. Nenhum deles é realmente essencial além do seu corpo orgânico. Mas se achar que deve, que é algo espontâneo, faça. Divirta-se, você mesmo é o seu próprio ponto de partida.
03.07.11
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