Estão acostumados a nudez da realidade, não tem as limitações medrosas, obedientes e lapidações de um cão de raça. Há um ritmo próprio no seu jeito de caminhar, um orgulho próprio de ser e um companheirismo verdadeiro, daqueles que só pode existir entre aqueles que estão à margem.
Superam a beleza altiva dos dálmatas, seduzem a mais glamurosa das poodles e superam na malandragem os robóticos pitbulls.
Esses habitantes da rua estão aí e o mundo é o seu próprio espaço. É todo deles. Estão para mostrar que a força de tudo que é vivo e derrubar qualquer tolo sistema de convenções.
20.07.11
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