segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dê atenção aos cachorros de rua. Algumas vezes eles estarão sujos, à deriva, com fome, agressivos e cheio de vícios. Porém, do seu jeito desajustado de existir, eles compõem uma massa cheia de força, dotada de uma espontaneidade e auto-confiança. Eles não têm medo noite, becos, tampouco de cães maiores.
Estão acostumados a nudez da realidade, não tem as limitações medrosas, obedientes e lapidações de um cão de raça. Há um ritmo próprio no seu jeito de caminhar, um orgulho próprio de ser e um companheirismo verdadeiro, daqueles que só pode existir entre aqueles que estão à margem.
Superam a beleza altiva dos dálmatas, seduzem a mais glamurosa das poodles e superam na malandragem os robóticos pitbulls.
Esses habitantes da rua estão aí e o mundo é o seu próprio espaço. É todo deles. Estão para mostrar que a força de tudo que é vivo e derrubar qualquer tolo sistema de convenções.

20.07.11

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